Em assembleia realizada na noite de 17 de outubro, na sede do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), os médicos servidores do Estado de São Paulo reafirmaram a disposição de realizar uma paralisação de advertência, por 24h, no próximo dia 25 de outubro. No mesmo dia, às 13h30, os médicos realizarão um ato público na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Após o ato público, os médicos farão uma assembleia (no mesmo local), às 16h, para definir os rumos do movimento.
O presidente do Simesp, Cid Carvalhaes, disse que o movimento de adesão entre os médicos que trabalham em hospitais públicos estaduais vem aumentando em função dos baixos salários e das péssimas condições de trabalho. O salário inicial do médico no Estado de São Paulo é de R$ 414,30. Com gratificações e outros “penduricalhos” chega a R$ 1.559,24.
Diante desta situação, considerada pelos médicos como “degradante e imoral, com baixos salários, falta de profissionais e péssimas condições de trabalho”, os profissionais reivindicam a adoção do piso salarial da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), atualmente de R$ 9.188,00 para jornada de 20h semanais, e a implantação do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS).
O deputado estadual, Adriano Diogo (PT), esteve presente e manifestou apoio aos médicos paulistas.
No mesmo dia 25 de outubro, será realizado o Dia de Mobilização dos Médicos do SUS, iniciativa encabeçada pela Comissão Nacional Pró-SUS, que é composta por Fenam, CFM e AMB. O objetivo desta ação é mostrar à sociedade a situação dos médicos que atuam no Sistema Único de Saúde.