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Aposentômetro, a calculadora que soma suas perdas com a reforma da previdência

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10/04/2019 | Notícia Simesp

Aposentômetro, a calculadora que soma suas perdas com a reforma da previdência

 
Em parceria com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) criou o “Aposentômetro”, uma ferramenta que calcula as perdas que a reforma trabalhista gerará para os trabalhadores. Para utilizar a calculadora basta informar gênero, data de nascimento e tempo de contribuição para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A partir dessas informações, a ferramenta calcula quanto tempo a pessoa tem de trabalho até a aposentadoria, conforme as regras atuais, e como seria se a Reforma da Previdência for aprovada pelo Congresso Nacional. Calcule aqui: http://aposentometro.org.br/.

Conhecida como PEC da Morte, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 06/2019, do governo de Jair Bolsonaro, pretende aumentar a idade mínima, bem como o tempo de contribuição necessário para a aposentadoria. “No momento mais vulnerável da vida, o trabalhador ficaria sem aposentadoria, sem garantia de sobrevida, como acontece no Chile. O país enfrenta uma epidemia de suicídios por idosos acima de 80 anos, por receberem valor equivalente a R$300 ou R$400 por mês”, explica Juliana Salles, diretora do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp). A proposta de Jair Bolsonaro também é similar à que foi posta em prática na Colômbia e México, onde sete em cada 10 trabalhadores não conseguem se aposentar.

Na prática, a reforma quer destruir a previdência social solidária (em que empregado, empregador e Estado garantem o direito à seguridade), dando lugar à capitalização individual. Ao desobrigar empresas de contribuir com a previdência, o governo pretende repassar fundos previdenciários ao pagamento de juros da dívida pública, que não correspondem às necessidades da população. “Estamos convencidos de que a reforma será muito ruim para nós também e queremos que os médicos participem efetivamente da luta pelo direito à aposentadoria”, finaliza Juliana.