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Após violenta repressão e impedidos de entrar na Câmara, médicos e demais servidores protestam contra confisco de Doria

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16/03/2018 | Notícia Simesp

Após violenta repressão e impedidos de entrar na Câmara, médicos e demais servidores protestam contra confisco de Doria

Com cadeados e correntes. Foi assim, na tarde de quinta-feira, 15, que a população foi recebida pelos vereadores na chamada “casa do povo”. Médicos, professores e uma infinidade de carreiras do serviço público da cidade de São Paulo se manifestaram, em frente à Câmara, contra um projeto de lei (PL) do prefeito João Doria que promove violentas mudanças na previdência do município. Do carro de som as falas foram unânimes: representantes sindicais e de outras organizações exigiram o arquivamento imediato do PL 621.

“O Sindicato dos Médicos deliberou, em assembleia, que é contra esse projeto que promove uma redução dos salários sem nenhum tipo de contrapartida”, explicou Juliana Salles, secretária de assuntos jurídicos do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp).

“Ontem os servidores, principalmente, os professores municipais estavam aqui protestando contra a redução dos seus salários e foram violentamente reprimidos”, lembrou a diretora do Simesp. “E hoje chegamos aqui e os portões tinham sido lacrados e não foi autorizada a entrada de muita gente pra justamente discutir esse assunto na audiência pública que estava marcada”, criticou.

A diretora do Simesp lembra que na próxima segunda-feira, 19, haverá uma assembleia para que os médicos decidam se aderem à paralisação dos servidores. Grandes sindicatos da capital paulista estão em greve desde o dia 8 de março. Eles são contrários ao PL de Doria. Afinal, em meio ao difícil quadro econômico do país e ao “reajuste” salarial de 0,01% oferecido no ano passado, o prefeito agora quer aumentar a contribuição previdenciária dos servidores de 11% para até 19%.