Eder Gatti, presidente do Simesp, explica que a população tem sido diretamente prejudicada com as demissões. “Procedimentos cirúrgicos e endoscopias foram suspensos por falta de equipes. Uma cirurgia agendada para o dia 16 de março foi cancelada porque parte da equipe havia sido demitida durante o plantão no dia anterior”, conta.
“Orientamos os médicos a não trabalharem para entidades que fraudam as relações de trabalho como a ISSRV e a prefeitura de Osasco, pois há grande risco de calote”, enfatiza Eder. O Simesp já encaminhou a situação do HMAG para o Ministério Público do Trabalho (MPT) e aguarda uma posição do órgão.
Problema antigo
O prefeito de Osasco, Rogério Lins, por sua vez não agiu para normalizar a situação ou se propôs a dialogar com os funcionários, durante a paralisação dos serviços ou agora, na troca de gestão do hospital. Mas trabalhou efetivamente para tentar desmobilizar a greve, negou que houvesse paralisação e prometeu normalizar os pagamentos. Dois meses depois, a promessa ainda não foi cumprida.
O ISSRV também praticou fraudes trabalhistas em outras cidades como Miracatu, onde os médicos celetistas têm um salário-base muito baixo e as atividades extras realizadas, como plantões e procedimentos, são pagos em caixa dois. Já em Embu das Artes, o Simesp recebeu denúncias de que a OS pagou por plantões trabalhados e em Itapecerica da Serra a empresa também contrata médicos sem vínculo empregatício.
Acompanhe a situação do HMAG:
04/02 – Médicos de Osasco estão paralisados por falta de pagamento e de contrato de trabalho
31/01 – Médicos de Osasco estão com salário atrasado
10/01 – Matéria do UOL fala sobre o desmonte da saúde