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Após Simesp ter acionado o Ministério Público, IML desiste de examinar detentos em containers

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07/05/2020 | Notícia Simesp

Após Simesp ter acionado o Ministério Público, IML desiste de examinar detentos em containers

No dia 24 de abril, a diretoria técnica do departamento do Instituto Médico Legal (IML) voltou atrás na sua decisão de instalar containers para realizar exames cautelares em detentos na cidade de São Paulo. O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) recorreu à Promotoria De Direitos Humanos e Saúde Pública do Ministério Público (MP) para barrar a decisão inicial do IML, por entender que a prática exporia médicos, oficiais e detentos ao risco de contaminação por Covid-19 (coronavírus).

A instalação dos containers pelo IML elevaria o risco de contaminação de médicos legistas ao expor seus funcionários a atendimentos em containers fechados, sem ventilação e com potencial aglomeração. A opção também se mostrou inviável por representar um alto risco de disseminação exponencial da pandemia dentro do sistema penitenciário. Em ambos os casos, a decisão poderia levar ao colapso tanto do sistema de atendimento do IML, quanto do prisional.

Para Erivalder Guimarães, diretor do Simesp, a atuação do sindicato foi fundamental para demover a direção do instituto de sua posição inicial. “Foi uma vitória para a saúde e segurança de todos os médicos que atendem no IML de São Paulo, bem como para a saúde pública na capital em tempos de pandemia”, explicou Guimarães. O diretor técnico do departamento, Alexandre Marcos Inaco Cirino, se comprometeu a consultar o Simesp caso a instalação de containers volte a ser uma opção para o IML.