A instalação dos containers pelo IML elevaria o risco de contaminação de médicos legistas ao expor seus funcionários a atendimentos em containers fechados, sem ventilação e com potencial aglomeração. A opção também se mostrou inviável por representar um alto risco de disseminação exponencial da pandemia dentro do sistema penitenciário. Em ambos os casos, a decisão poderia levar ao colapso tanto do sistema de atendimento do IML, quanto do prisional.
Para Erivalder Guimarães, diretor do Simesp, a atuação do sindicato foi fundamental para demover a direção do instituto de sua posição inicial. “Foi uma vitória para a saúde e segurança de todos os médicos que atendem no IML de São Paulo, bem como para a saúde pública na capital em tempos de pandemia”, explicou Guimarães. O diretor técnico do departamento, Alexandre Marcos Inaco Cirino, se comprometeu a consultar o Simesp caso a instalação de containers volte a ser uma opção para o IML.