Os médicos definiram exigir dos gestores maior transparência em relação ao futuro do hospital e sobre as estratégias que serão adotadas referentes ao coronavírus. “Nesses seis anos de reforma o Emílio Ribas já enfrenta a sua terceira crise sanitária (anteriormente passou por epidemias de febre amarela e sarampo) com estrutura deficitária por conta dessa obra que não acaba”, explica Eder Gatti, presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) e membro da Associação dos Médicos do IIER.
Após o debate sobre as pautas de reivindicação, os profissionais seguiram rumo à Casa Rosada (área administrativa do hospital) na tentativa de expor os problemas enfrentados ao diretor do instituto, Luiz Carlos Pereira Júnior, que recebeu os médicos. “Na conversa, houve a promessa de ser estabelecida uma mesa de negociação permanente para alinhamento sobre questões técnicas e estruturais para garantir condições seguras para o trabalho do médico e, acima de tudo, garantir atendimento médico de qualidade para a população neste momento delicado que o país enfrenta”, relata o presidente do Simesp.
Entenda o caso
A reforma do Instituto Emílio Ribas já havia consumido R$ 160 milhões de reais até junho de 2019, tendo previsão ainda de um gasto de pelo menos mais R$ 40 milhões até seu término nos próximos anos. Com o fim da obra, os leitos do IIER devem passar de 120 unidades para cerca de 250. Diariamente faltam medicamentos e insumos no hospital, o que atrapalha o trabalho e a assistência aos pacientes.
IIER é essencial para a população
O Emílio Ribas é de extrema importância para a saúde dos cidadãos do estado de São Paulo. É uma grande referência em doenças infecciosas, principalmente durante as grandes epidemias e crises de saúde pública. O Instituto tem o maior programa de residência médica em doenças infecciosas do Brasil e forma infectologistas para todo o país.