Em reunião realizada em 11 de junho, a secretária da saúde de Itapevi, Maria Dalva Amim dos Santos, se comprometeu a resolver uma série de problemas denunciados por médicos que atuam no município da região metropolitana de São Paulo. Uma das principais dificuldades trata do ponto eletrônico das unidades de saúde da cidade, que não estariam computando, de forma adequada, as horas trabalhadas. Com relação a esse assunto, ao fim do encontro, a secretária assumiu três compromissos:
1. O ponto eletrônico será acompanhado, a partir de agora, de uma folha para preenchimento (os quais deverão ser conferidos em conjunto);
2. As horas extras deverão ser acompanhadas diretamente pela Secretaria da Saúde (em caso de problemas, como o não recebimento dessas horas, o coordenador médico das unidades deverá contatar a Secretaria);
3. Por fim, após análise, a prefeitura se comprometeu com o pagamento das horas de trabalho que não foram remuneradas.
Além dos problemas com a carga horária, representantes médicos da cidade listaram problemas como: falta de profissionais nas unidades de saúde do município, falta de segurança para o exercício da medicina e de medicamentos. Por e-mail, uma médica de Itapevi, que não quis se identificar, denunciou que condições de trabalho que ela classifica como “precárias” são agravadas por uma infraestrutura, muitas vezes, inadequada para o atendimento ao cidadão.
Na mesma reunião, ocorrida em 11 de junho, a secretária da saúde ainda se comprometeu a aumentar, imediatamente, de 2 para 3 o número de seguranças que hoje atuam no Pronto Socorro Central de Itapevi e também em ampliar o número desses profissionais nas demais unidades da cidade.
A secretária da saúde, Maria Dalva Amim dos Santos, também prometeu reformar o acesso ao mesmo Pronto Socorro (visando um controle maior da entrada e saída dos cidadãos que buscam atendimento no local). A presidente da regional de Osasco do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), Lígia Célia Leme Forte Gonçalves, e representantes do Conselho Regional de Medicina da região também estiveram presentes ao encontro.
O Simesp, além de mediar o conflito, se colocou à disposição dos médicos caso o compromisso firmado na ocasião pela Prefeitura de Itapevi não fosse cumprido.