Os médicos da Santa Casa solicitam uma reunião com o novo provedor da instituição, o pediatra José Egydio Setúbal, eleito no dia 9 de junho. Essa foi uma das deliberações da assembleia da categoria realizada nesta sexta-feira, 12, sob a coordenação do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp).
No encontro com o provedor recém-eleito, além de apresentar a Associação, os médicos da Santa Casa pretendem apresentar as principais demandas da categoria: salários atrasados, demissões (já que em entrevistas recentes José Egydio Setúbal admitiu essa possibilidade) e controle da jornada de trabalho.
Ficou acertado que o Simesp e a Associação Médica da Santa Casa de São Paulo manterão uma agenda mensal de reuniões para traçar estratégias e, sempre que necessário, acertar ações conjuntas. O presidente da associação, Igor Bastos Polonio, presente no encontro, disse que já tinha pedido, por e-mail, uma reunião entre representantes da entidade e o novo provedor. “Eu pedi uma reunião hoje”, avisou.
No caso das demissões, Eder Gatti, presidente do Simesp, defendeu que os médicos devam cobrar de Setúbal regras claras para eventuais desligamentos. “A gente precisa questioná-lo sobre quais serão os critérios”, disse. “Com relação aos atrasados a gente chegou ao nosso extremo”, avaliou Eder Gatti, lembrando que o Sindicato já entrou na justiça para garantir o pagamento do salário de novembro e do 13° (para saber mais, clique aqui).
Gatti também sugeriu que, no mesmo encontro, os representantes dos médicos da Santa Casa cobrem do novo provedor, entre outros princípios, transparência e respeito aos direitos trabalhistas ao longo da sua gestão de dois anos.