O Estado de São Paulo já conta com 31 cursos de Medicina, que somam mais de 3.000 vagas por ano. A má qualidade do ensino médico em São Paulo exige a avaliação das escolas já existentes e não a abertura de novos cursos.
Devido ao excesso de Escolas Médicas, São Paulo tem 2,54 médicos por 1.000 habitantes, taxa bastante superior à nacional (1,78 médicos por 1.000 habitantes).
Por isso, repudiamos a abertura do curso de Medicina da Universidade de Franca (UNIFRAN), em coerência com a posição histórica e fundamentada das entidades médicas paulistas.
Ao mesmo tempo manifestamos total apoio à Portaria da Secretaria de Educação Superior – SESU/MEC ( Nº 1.600, de 5 de novembro 2009) que, ao indeferir o pedido de abertura do curso de Medicina em Franca, considerou, especialmente “ a ausência de necessidade social em face da existência de trinta e um cursos de Medicina no Estado de São Paulo”.
Tendo em vista recente parecer do Conselho Nacional de Educação (Parecer CNE/CES nº 241/2010), conflitante com a posição anterior da SESU, nos unimos ao CREMESP e solicitamos ao Ministro da Educação que não homologue a abertura do curso de Medicina da Universidade de Franca.
Associação Paulista de Medicina Sindicato dos Médicos de São Paulo
São Paulo, 2 de março 2011.