21/07/2020 | Outros assuntos

Ao menos 7 unidades de saúde da cidade estão sendo terceirizadas durante a pandemia


A Prefeitura de São Paulo deu continuidade ao processo de privatização da saúde municipal, passando a gestão de ao menos sete serviços para a organização social (OS) Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM). As unidades terceirizadas são Rede Hora Certa Flávio Giannotti (Ipiranga), Unidade Básica de Saúde (UBS) Cidade Vargas, Centro de Convivência e Cooperativa (Cecco) Heliópolis, UBS e Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) Vila Bertioga e Centro Especializado de Reabilitação (CER) Tatuapé. O Hospital Campo Limpo também passa pelo processo de terceirização, mas para a OS Hospital Israelita Albert Einstein.

De acordo com a diretora do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), Carolina Castiñeira, essa terceirização está sendo feita sem debate com a população, com os trabalhadores das unidades e com os conselhos gestores. “A justificativa para a transferência arbitraria destes equipamentos é de que a prefeitura não tem condições de administrar esses serviços, que são essenciais, mas a realidade é que isso é o reflexo da falta de investimento em concursos públicos, além do sucateamento proposital do Sistema Único de Saúde (SUS)”, explica.

A diretora do sindicato ainda reforça que a entidade é contra o processo de privatização do SUS, principalmente durante a pandemia, quando essas mudanças de gestão estão ocorrendo sem aviso prévio e diálogo. “Esse processo é arbitrário e antidemocrático, além de ser um fator crucial no enfraquecimento do SUS, que defendemos veementemente”, finaliza.

Mudanças de gestão também em âmbito estadual
O Simesp se reuniu com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), dia 10 de junho, para debater o futuro dos hospitais gerais de Guaianases e São Mateus. O primeiro permanece sendo um serviço da Autarquia Hospitalar Estadual, mas teve parte de sua administração passada para a entidade filantrópica Santa Marcelina. Já o São Mateus passa por um processo de entrega de gestão ao município. Em meio a uma grave crise sanitária, trabalhadores questionam o que acontecerá com as unidades e com seus próprios postos de trabalho diante de uma mudança drástica e sem parâmetros definidos. Na mesma data também houve ato em frente à SES.



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