A Agência Nacional de Saúde Suplementar suspendeu a comercialização de 268 planos de saúde de 37 operadoras por desrespeitarem os prazos máximos de atendimento para consultas, exames e cirurgias (conforme Resolução Normativa nº 259). A determinação passa a valer a partir da próxima sexta-feira, 13 de julho, e vai até setembro, quando haverá nova avaliação da conduta dos planos de saúde.
O Simesp, apesar de considerar a medida tardia, avalia como positiva a ação da ANS. “O governo deve controlar com rigor as operadoras de planos de saúde que cotidianamente interferem no exercício da medicina, controlando o ato médico, remunerando de forma precária os profissionais e explorando seus clientes”, avalia Cid Carvalhaes, presidente do Simesp.
Cerca de oito mil reclamações foram feitas à ANS no primeiro semestre deste ano. Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a medida melhorará o acesso e a qualidade na saúde suplementar. “O ministério, por meio da ANS, está tomando uma atitude que protege os usuários e dá oportunidade aos planos se adequarem às regras de regulação”, avalia Padilha.
Para as consultas básicas, o cliente deve esperar no máximo por sete dias úteis para conseguir o atendimento. Para outras especialidades o prazo é 14 dias e para procedimentos de alta complexidade, 21 dias. Os planos suspensos correspondem a 7% do total de usuários. No país, existem 1.016 operadoras, que comercializam cerca de 22 mil planos. Atualmente, 47,6 milhões de brasileiros estão vinculados a um plano médico, o equivalente a quase um quarto da população.
Confira neste link os planos e operadoras de saúde que tiveram comercialização suspensa: http://www.ans.gov.br/index.php/planos-de-saude-e-operadoras/contratacao-e-troca-de-plano/1629-planos-de-saude-suspensos