15/10/2010 | Notícia Simesp

Anestesistas marcam interrupção de atendimento


Os anestesistas do Estado de São Paulo marcaram para a próxima quinta-feira, dia 21 de outubro, a interrupção do atendimento eletivo, como forma de protesto contra os honorários pagos pelos planos de saúde. Segundo informou hoje o presidente da Sociedade de Anestesiologia do Estado de São Paulo (Saesp), Desiré Carlos Calegari, o anestesista recebe, do plano de saúde, R$ 25 por uma operação de amígdalas, R$ 75 por uma cirurgia de hemorroida e R$ 105 para trabalhar em uma cesariana. “Temos que lembrar que são preços cheios, ou seja, sobre eles incidem vários impostos, que chegam a cerca de 20%”. Apoiando a mobilização dos anestesistas, o presidente do Simesp e da Fenam, Cid Carvalhaes, acrescentou: “É lamentável dizer isso, mas com relativa frequência o que ganha o médico não dá para pagar o estacionamento do hospital”.

No Estado de São Paulo há cerca de 4 mil anestesistas, dos quais 2500 são associados à Saesp. No Brasil, são 10 mil profissionais.

No dia 21 de outubro serão atendidas apenas urgências e emergências. A Saesp já enviou comunicado a todos os hospitais anunciando a interrupção do atendimento e solicitando que as cirurgias sejam remarcadas. A mobilização também será divulgada em diversos meios de comunicação, com a imagem que está nesta Carta Semanal.

Segundo o presidente da Saesp, “estamos trabalhando com a hipótese de novas interrupções de atendimento, se não houver negociações e melhorias. Também estamos avaliando a hipótese de descredenciamento em massa dos planos de saúde. A situação é insustentável. Entre os colegas há grande revolta e forte insatisfação”.

Incisivamente, acrescentou: “Ou os planos de saúde abrem o diálogo e apresentam propostas de remuneração digna, ou a saúde suplementar, em breve, não terá mais os serviços de nossa especialidade”.

Também foi duramente criticada a ação da ANS. Cid Carvalhaes condenou a agência: “A ANS está servindo aos planos de saúde, que manipulam o mercado de acordo com seus interesses. Os encaminhamentos são desvirtuados, inclusive com proibição de atos anestésicos. O movimento sindical apoia irrestritamente essa iniciativa dos anestesistas, que infelizmente não é isolada, mas faz parte de uma sequência de ações de diversas especialidades, como cardiologistas e pediatras”.



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