A resposta da Associação Médica Brasileira ao anúncio do governo brasileiro de importar 4 mil médicos cubanos para assumir vagas do Programa Mais Médicos é tentar barrar essa decisão na justiça.
“Vamos acionar judicialmente para que isso não ocorra. Estamos estudando junto ao nosso jurídico qual é o melhor caminho a tomar, pois não podemos aceitar a atuação de médicos formados em qualquer parte do exterior sem que tenham seus diplomas revalidados”, diz o presidente da AMB, Florentino Cardoso.
Para o presidente da AMB, o fato do governo voltar atrás e se decidir pela contratação de cubanos não foi nenhuma surpresa.
“Desde o lançamento do programa, o foco sempre foi trazer os médicos formados em Cuba, cumprindo um acordo preestabelecido com o governo daquele país. Por isso esse convênio não é nenhuma surpresa para nós. Defendemos a entrada de profissionais qualificados para atender a população”, completa Cardoso.
Alinhada com as demais entidades médicas nacionais – CFM, Fenam, Associação Nacional dos Médicos Residentes – a AMB defende desde maio deste ano, quando foi anunciado pelo governo a intenção de trazer cubanos par atuar no país, que qualquer médico formado no exterior, brasileiro ou não, faça o exame Revalida, conforme determina a legislação vigente atualmente no país.
“Isso garantirá qualidade nos serviços de saúde, não expondo a parcela mais carente e vulnerável da nossa população a riscos decorrentes de atendimento por profissionais mal formados ou desqualificados”, completa Cardoso.