No dia 12 de fevereiro, dirigentes da Santa Casa aventaram, em reunião com o Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), a possibilidade de demissões de cerca de 150 médicos de seu corpo clínico e terceirização de serviços da filantrópica. Na última terça-feira, dia 26, o Simesp apresentou uma contraproposta dos médicos que não aceitaram a terceirização do braço público da Santa Casa e cerca de 70% dos profissionais aceitou a demissão.
De acordo com o presidente do Simesp, Eder Gatti, a terceirização é ruim, pois precariza as relações de trabalho; piora a qualidade da assistência, já que cria um distanciamento entre a direção do hospital e o profissional que atua na ponta; e abre a possibilidade para a contratação de profissionais com formação inadequada para a função. Além disso, a Santa Casa é referência em ensino e pesquisa, que serão profundamente prejudicados.