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Alesp derrubou veto do governador para uso de royalties do petróleo no hospital

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14/11/2018 | Notícia Simesp

Alesp derrubou veto do governador para uso de royalties do petróleo no hospital

Na noite de ontem, dia 13 de novembro, os deputados da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) derrubaram o veto do governador Márcio França à Lei que viabilizaria a destinação de royalties do petróleo ao Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU-USP). Isso porque o orçamento de 2018 destinava R$ 48 milhões em recursos para a contratação de profissionais para o HU, derivados dos royalties do petróleo, mas um erro no texto fez com que os deputados precisassem criar um projeto de lei (PL) substitutivo para alterar o documento, mas PL havia sido vetado por França.

De acordo com Gerson Salvador, diretor do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), o reitor da USP, Vahan Agopyan, alegou autonomia para o uso da verba, que foi destinada a outros setores da universidade, como despesas previdenciárias. “A verba foi conseguida após diversas manifestações e reuniões com os parlamentares por iniciativa da própria população e de entidades que lutam pelo HU. Não destinar o valor para a contratação de profissionais para o hospital prejudica as pessoas da região do Butantã. Hoje cerca 500 mil pessoas têm prejuízo no atendimento”.

Ainda segundo Salvador, é preciso cobrar da USP uma resposta sobre o que será feito a partir de agora. “Nós, juntos com os moradores da região organizados pelo Coletivo Butantã na Luta e comunidade da USP, vamos dialogar para que a reitoria cumpra a lei. É preciso que contratem imediatamente os profissionais para que o HU funcione em sua plenitude.”

Entenda a crise do HU

Entre o final de 2017 e o início de 2018, os prontos-socorros do HU passaram a atuar de portas fechadas por falta de profissionais, atendendo apenas a casos recebidos de outros serviços de saúde.

De acordo com dados levantados pelo Simesp, atualmente, o déficit de médicos é de mais de 17%. Para ter um quadro completo, como era em 2013, seriam necessários 299 médicos atuando no HU. Além de atuar de portas fechadas, 25% dos leitos de internação do HU e 40% de UTI foram fechados por falta de profissionais.

Desde 2014 o hospital sofre com a perda de profissionais devido ao Programa de Incentivo à Demissão Voluntária (PIDV) da USP que originou o desmantelamento do hospital.