De acordo com Gerson Salvador, diretor do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), o reitor da USP, Vahan Agopyan, alegou autonomia para o uso da verba, que foi destinada a outros setores da universidade, como despesas previdenciárias. “A verba foi conseguida após diversas manifestações e reuniões com os parlamentares por iniciativa da própria população e de entidades que lutam pelo HU. Não destinar o valor para a contratação de profissionais para o hospital prejudica as pessoas da região do Butantã. Hoje cerca 500 mil pessoas têm prejuízo no atendimento”.
Ainda segundo Salvador, é preciso cobrar da USP uma resposta sobre o que será feito a partir de agora. “Nós, juntos com os moradores da região organizados pelo Coletivo Butantã na Luta e comunidade da USP, vamos dialogar para que a reitoria cumpra a lei. É preciso que contratem imediatamente os profissionais para que o HU funcione em sua plenitude.”
Entenda a crise do HU
De acordo com dados levantados pelo Simesp, atualmente, o déficit de médicos é de mais de 17%. Para ter um quadro completo, como era em 2013, seriam necessários 299 médicos atuando no HU. Além de atuar de portas fechadas, 25% dos leitos de internação do HU e 40% de UTI foram fechados por falta de profissionais.
Desde 2014 o hospital sofre com a perda de profissionais devido ao Programa de Incentivo à Demissão Voluntária (PIDV) da USP que originou o desmantelamento do hospital.