Os acupunturistas participam do movimento de paralisação por especialidades dos atendimentos eletivos aos planos de saúde no Estado de São Paulo. A interrupção acontece nos dias 13 e 14 de outubro.
Assim como os demais especialistas mobilizados, os acupunturistas reivindicam consultas a R$ 80, valores de procedimentos atualizados de acordo com a CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos), regularização dos contratos mediante a inserção de cláusula de reajuste anual e o fim das interferências sobre a autonomia do médico.
Desde que foi reconhecida como especialidade, a acupuntura não tem reajustes no valor pago pela consulta, conforme afirma o diretor presidente da Associação Médica Brasileira de Acupuntura (AMBA) e secretário-geral da Associação Paulista de Medicina (APM), Ruy Tanigawa. Segundo ele, muitos estão deixando de exercer a profissão pela baixa remuneração.
Serão atingidas pela paralisação as empresas que ainda não alcançaram o patamar de R$ 50 para a consulta. São elas: Ameplan, Golden Cross, Green Line, Intermédica, Notre Dame, Prosaúde, Blue Life, Dix Amico, Medial, Geap e Volkswagen.
É importante que os médicos orientem os pacientes sobre o que está acontecendo, afirma Novan Martino Leite, secretário-geral da AMBA, acrescentando que a valorização da saúde no Brasil não pode ficar apenas no discurso; tem de estar presente também nas ações.
A conscientização do médico é fundamental, pois o movimento é contínuo, não acaba na paralisação, finaliza Tanigawa.