Os planos de saúde continuam dificultando a vida dos usuários e dos médicos. É o que revela pesquisa Datafolha, divulgada na manhã desta quinta-feira, 1º, na qual 84% daqueles que usaram o serviço nos últimos 24 meses relataram ter enfrentado algum tipo problema. É um aumento de 7% em relação à pesquisa de 2012.
A pesquisa, encomendada pela Associação Paulista de Medicina (APM), entrevistou 900 pessoas para saber sobre a qualidade da assistência oferecida pelos planos de saúde no estado e foi realizada entre 30 de julho a 4 de agosto de 2015.
Entre as principais reclamações estão: lotação de pronto-socorro (73%), demora para o atendimento (61%), demora para marcação de consultas (58%), demora para internações hospitalares (51%) e demora para exames e diagnósticos (35%). “Faltam leitos e a disponibilidade é restrita, e isso traz grandes dificuldades às pessoas”, destaca Florisval Meinão, presidente da APM, que também avalia que esse é um problema estrutural e não se resolve a curto prazo.
Segundo a pesquisa, 13,6 milhões de pessoas no estado possuem plano de saúde, sendo que 11,9 milhões deles usaram os serviços nos últimos 24 meses, o que representa 88% dos usuários. Desse grupo, 52% acreditam que as operadoras colocam restrições e obstáculos ao trabalho dos médicos. E 58% dos usuários reconhecem que os planos de saúde pagam aos médicos um valor muito baixo por consultas ou procedimentos.
Também compuseram a mesa Otelo Chino Júnior (Simesp); João Ladislau Rosa (Cremesp); José Carlos Machado Campos (Cremesp); e Marum David Cury (APM).