Para se ter uma ideia do prejuízo que será gerado na saúde da cidade, 1.500 consultas da Atenção Primária à Saúde (APS) não acontecerão por mês, incluindo avaliações de mamografias, pediatria, visitas domiciliares e atendimentos pré-natal. O montante de 400 consultas e exames cardiológicos não serão realizados em adultos e crianças mensalmente. Além disso, também por mês, mais de 1.100 atendimentos de ortopedia deixarão de acontecer.
“O prefeito é responsável pela garantia da saúde da população, que está em risco devido às suas próprias atitudes. Tal medida é irresponsável, é uma afronta à categoria médica e é um grande desrespeito com a população de Agudos, que depende da assistência desses profissionais. Esperamos que o prefeito, que ironicamente é chamado de Altair da Saúde, reconsidere, pois nós, médicos, não vamos nos calar diante desse desmando”, ressalta Gatti.
Os 51 médicos que foram mantidos nos serviços do município também sofrerão consequências derivadas da demissão em massa. “Eles terão sobrecarga de trabalho, não terão retaguarda de especialistas suficiente e isso prejudicará o atendimento integral dos pacientes”.
Entenda o caso
No dia 25 de setembro, os médicos paralisaram os atendimentos pela manhã e realizaram ato em frente ao Paço Municipal reivindicando a revogação das exonerações e a garantia de oferta dos serviços de saúde até então ofertados.