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   Editoria: De: Até:    

22/05/2020
Simesp entrou na justiça para garantir pagamento de bolsa a residentes
 

SIMESP
O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) entrou com uma ação judicial pedindo uma liminar para que fossem pagas imediatamente as bolsas dos residentes que estão atrasadas desde quando entraram no programa de residência, no início de março. Foi realizada uma audiência de conciliação ontem, dia 21 de maio, na qual o Simesp exigiu o pagamento imediato dos valores em atraso. Esses médicos também atuam na linha de frente do combate à Covid-19 (coronavírus), nos prontos-socorros e nas unidades de terapia intensiva (UTI).

Ainda na audiência de ontem, a Advocacia-Geral da União (AGU) informou inicialmente que a previsão para que os pagamentos fossem normalizados fosse até o fim do mês. Entretanto, a proposta foi rechaçada pelo Simesp, que exigiu a regularização dos vencimentos dentro de um prazo máximo de 48h. A AGU respondeu à proposta do sindicato se comprometendo a informar sobre a realização dos pagamentos entre os dias 22 e 25 de maio. Mas, até agora, os pagamentos não foram efetivados e não há qualquer confirmação de que o prazo será cumprido. Diante da insegurança, o Simesp peticionou julgamento emergencial da liminar, que poderá ocorrer ainda neste final de semana.

Vale ressaltar que o governo não está cumprindo com os prazos que foram determinados. Na audiência de ontem, foi dito pela procuradora que no mesmo dia já haviam sido dadas as ordens de pagamento e que a previsão seria de que hoje, dia 22, a maioria dos médicos já teria recebido, mas o Simesp consultou os profissionais, que informaram ainda estarem sem o pagamento.

O sindicato está preocupado com uma possível desassistência nos atendimentos em plena pandemia, caso essas bolsas não sejam pagas com urgência. Os profissionais têm carga horária de aproximadamente 60 horas semanais, inviabilizando que eles busquem outra fonte de renda, o que os fazem cogitarem sair do programa por falta de recursos financeiros.

Augusto Ribeiro, representante do Simesp, explica que muitos desses profissionais saíram de outros estados ou do interior para realizarem a residência em São Paulo e foram surpreendidos pela situação calamitosa de falta de pagamento. “Além de tudo, esses médicos foram desviados de suas funções, tiveram seus programas de aprendizado suspensos ou prejudicados, estão se arriscando na linha de frente de atendimento durante uma pandemia e ainda precisam lidar com o não pagamento da bolsa.



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