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13/03/2020
Discrepância salarial entre os gêneros na medicina foi debatida no Simesp
Durante o evento aconteceu o lançamento de campanha sobre o tema

SIMESP
No dia 10 de março aconteceu o lançamento da campanha “Trabalho Igual, Salário Igual- Pela mesma remuneração de mulheres e homens na medicina” na sede do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp). Simultaneamente aconteceu a 21ª edição do Seminário Simesp , que trouxe como debatedores Patrícia Pelatieri, coordenadora de pesquisas do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e Mário Scheffer, autor do estudo “O que explica a diferença salarial entre médicas e médicos no Brasil?”. Juliana Salles, diretora do sindicato e mediadora do debate, informou que existe uma comissão que trabalha desde o final de 2019 na idealização da campanha e que continuará organizada para debater e propor ações acerca da equiparação salarial de médicas e médicos. A próxima reunião será no dia 9 de abril.

Scheffer, que é professor doutor da Universidade de São Paulo (USP), apresentou três indicativos cruciais que acontecem hoje no Brasil: o aumento exponencial de médicos com registro no Conselho Regional de Medicina (CRM), que dobrou nos últimos 15 anos; o aumento do número de mulheres na medicina, pois desde 2010 os novos registros são majoritariamente femininos; e dados inéditos da Receita Federal, que apontam para um déficit de 40% no rendimento de médicas em relação a seus colegas homens. “Eu estive em um evento de cirurgia que disseram que esses dados não são verdadeiros, porque o valor do plantão ou da cirurgia é o mesmo... É claro que temos que estudar mais e precisamos compreender o porquê essa desigualdade. Parece que isso se dá nas relações de trabalho e algumas questões que não são exatamente uma tabela diferenciada”, diz o pesquisador.

Patrícia Pelatieri contou que, embora as mulheres tenham avançado muito em vários no aspecto social, essa diferença de tratamento no mercado de trabalho permanece. “Quando você pergunta se existe diferença salarial entre homens e mulheres, a primeira resposta é que ela não existe, mas quando se olha para os dados, eles comprovam que isso é verdadeiro”, explica a coordenadora de pesquisas do Dieese.
Em uma tentativa de diminuir essa desigualdade, Juliana explicou que uma das medidas tomadas pelo Simesp é solicitar licença paternidade de 30 dias aos médicos, além da licença de 6 meses às médicas parturientes em todas as suas tratativas com sindicatos patronais, mas que esse costuma ser o primeiro ponto riscado pelos empregadores da lista de reivindicações quando negociam.

Nas entidades médicas, a diferença entre gêneros também é sentida. A pesquisa de uma aluna de iniciação científica de Mário Scheffer, com 138 entidades médicas, constatou que as mulheres estão sub-representadas com apenas 22,7% do total de cargos.Em sua fala, Patrícia apresentou dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). A pesquisa foi realizada em 75 países, representando 80% da população global e apontou que o rendimento das mulheres em 2019 foi 20% menos que dos homens. Sobre as ocupações que exigem ensino superior, a diferença na remuneração entre homens e mulheres chega ao patamar de 39% a menos para as trabalhadoras. Além disso, a cada 10 ocupações de direção e gerência, apenas quatro eram ocupadas por mulheres, com diferença salarial de 29% a menos. Scheffer também apresentou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que corroboram a fala de Patrícia, apontando que as mulheres médicas recebem 72% do rendimento dos médicos.

Outro ponto levantado por Patrícia é de que as mulheres estão concentradas em ocupações que a sociedade considera “mais femininas”, como nas áreas da educação, saúde, serviços sociais, comércio e serviço doméstico. Essas profissões são menos valorizadas no mercado de trabalho e têm salários menores. “Mesmo nas áreas majoritariamente femininas os homens ganham mais do que as mulheres.”
Na medicina, as mulheres estão predominantemente concentradas nas especialidades de pediatria, ginecologia e medicina de família e comunidade (MFC), segundo o professor da USP.

Sociedade desigual
A pesquisa apresentada também mostrou que nove a cada 10 pessoas, independentemente do sexo, têm preconceito de gênero, com afirmações como homens serem melhores políticos, chefes, líderes de negócio e que frequentar a universidade é mais importante para os homens do que para as mulheres.

O Pnud ainda aponta que o envolvimento de mulheres na atividade produtiva chega a ser 20% menor que dos homens e as elas têm o dobro de chances de serem trabalhadoras familiares não remuneradas. Patrícia ressaltou que essa grande massa está fora do mercado de trabalho não por opção, mas por condição. “Mesmo aquelas que estão trabalhando, trabalham menos do que gostariam”, explicou Patrícia. Ainda segundo a coordenadora de pesquisas do Dieese, um outro fator é o trabalho doméstico que, por não ser remunerado, acaba impondo às mulheres a condição de nunca pararem de trabalhar, mesmo com a aposentadoria no setor produtivo.






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