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11/03/2019
Regional de Ribeirão Preto participa de reunião contra a reforma da previdência


Entidades se reúnem nesta terça, às 19h, no Sindicato dos Comerciários


SIMESP
A reforma da previdência, proposta pelo governo federal, é um dos maiores ataques da atualidade aos direitos da classe trabalhadora no Brasil e atingirá diretamente os médicos. Para organizar o movimento contra essa medida em Ribeirão Preto e região, os sindicatos locais, inclusive a regional do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), se reunirão amanhã, dia 12 de março, às 19h. O encontro será no Sindicato dos Comerciários, localizado à Rua Marques de Pombal, 506 – Campos Elísios, Ribeirão Preto. A reunião é convocada pelo Comitê Municipal Contra a Reforma da Previdência.

De acordo com Ulysses Strogoff, diretor-presidente da regional do Simesp em Ribeirão Preto, alegando um déficit da seguridade social, a administração de Jair Bolsonaro tenta pôr em prática uma receita já aplicada em países como o Chile, onde hoje a terceira idade vive em situação de penúria, com idosos na pobreza, sem aposentadoria digna. “O aumento do tempo de contribuição e idade mínima são incompatíveis com o exercício da medicina, que requer longo período de formação, sendo a maior parte dele sem contribuição previdenciária, pois o curso exige dedicação exclusiva. Além disso, o médico, que hoje tem direito a aposentadoria especial por trabalhar em condições adversas, também perderá esse direito”, explica.

No exercício da profissão médica, há uma grande sobrecarga de trabalho. Algumas especialidades atuam sob periculosidade e insalubridade, o que é desconsiderado na PEC (proposta de emenda constitucional) da Morte, como ficou conhecida a reforma da previdência de Bolsonaro. “Trata-se do fim de um sistema de previdência solidária e seguridade social, em que trabalhadores na ativa arcam com o benefício dos já aposentados. Enquanto isso, os benefícios previdenciários do setor legislativo, judiciário e militar que, de fato, chegam a valores volumosos e deveriam ser revistos, continuam intactos na PEC. Além de dívidas bilionárias de grandes empresas com o sistema previdenciário, que não são saldadas”, finaliza Strogoff.


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